Horacio Cartes disse que, como só toma posse em agosto, não poderá participar da reunião, que acontecerá no Uruguai
• • atualizado às 20h27
O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, disse nesta segunda-feira que não vai participar da próxima Cúpula do Mercosul, em junho, porque seria "descortesia" com o atual governo, já que ele só toma posse em agosto. Cartes, eleito no último domingo, foi convidado para a reunião pelo chefe de governo do Uruguai, José Mujica.
Em sua primeira entrevista coletiva após a vitória, Cartes disse que não pode assumir "compromissos que não lhe correspondem". Antes do juramento como novo chefe de Estado paraguaio, "não temos nada que fazer, quem exerce a função de presidente da República é o doutor Federico Franco", lembrou. Franco foi excluído das cúpulas do Mercosul desde que assumiu o poder após o impeachment, no ano passado, de Fernando Lugo.
No entanto, Cartes disse que há disposição dele e também dos vizinhos para a volta do país ao Mercosul e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul). "Meses depois (do impeachment) nos sentamos com embaixadores de outros países e vimos que há muita predisposição para endireitar a situação. Só temos dois caminhos: olhamos para trás, e alguns ainda estão olhando para a Guerra da Tríplice Aliança, ou olhamos para frente. Nós notamos que existe toda predisposição para reparar os erros. Tínhamos que esperar as eleições. As eleições passaram e tem um bom clima. Vamos colocar todo o esforço para resolver a situação", disse.
A próxima Cúpula do Mercosul, em junho, será em Montevideú, capital uruguaia. Além dos paraguaios não terem aprovado a entrada da Venezuela, Nicolás Maduro, novo presidente do país, foi considerado "pessoa não grata" pelo Congresso do Paraguai quando era chanceler e vice de Hugo Chávez, morto em março. O Partido Colorado, de Cartes, posicionou-se contra o ingresso da Venezuela. Para reverter esta situação, dois terços dos congressistas precisam aprovar a incorporação dos venezuelanos.
Cartes recebeu felicitações dos presidentes José Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil). Com Cristina, agradeceu o fato de a Argentina ter "acolhido mais de 1 milhão de paraguaios, que encontraram lá, o que não encontraram aqui, direito de trabalhar". Com Dilma, por telefone, manifestou interesse em conhecer os programas brasileiros de combate à fome e à pobreza, ressaltando que no Paraguai existe a "equação do diabo: muita pobreza dentro de muita riqueza".
Cristina Kirchner, José Pepe Mujica e Juan Manuel Santos (Colômbia) enviaram mensagens parabenizando o presidente eleito e indicaram que o fim da suspensão do Paraguai dos blocos regionais está próximo porque o país demonstrou ter respeitado as instituições democráticas.
Com informações da Agência Brasil e Agência EFE
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/novo-presidente-do-paraguai-descarta-ida-a-cupula-do-mercosul em-junho,92fe540b9813e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html
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