quarta-feira, 1 de maio de 2013

Novo presidente do Paraguai descarta ida à Cúpula do Mercosul em junho

Horacio Cartes disse que, como só toma posse em agosto, não poderá participar da reunião, que acontecerá no Uruguai

   atualizado às 20h27

Cartes deu sua primeira entrevista coletiva como presidente eleito nesta segunda-feira  Foto: Partido Colorado / Divulgação


O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, disse nesta segunda-feira que não vai participar da próxima Cúpula do Mercosul, em junho, porque seria "descortesia" com o atual governo, já que ele só toma posse em agosto. Cartes, eleito no último domingo, foi convidado para a reunião pelo chefe de governo do Uruguai, José Mujica.
Em sua primeira entrevista coletiva após a vitória, Cartes disse que não pode assumir "compromissos que não lhe correspondem". Antes do juramento como novo chefe de Estado paraguaio, "não temos nada que fazer, quem exerce a função de presidente da República é o doutor Federico Franco", lembrou. Franco foi excluído das cúpulas do Mercosul desde que assumiu o poder após o impeachment, no ano passado, de Fernando Lugo.
No entanto, Cartes disse que há disposição dele e também dos vizinhos para a volta do país ao Mercosul e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul). "Meses depois (do impeachment) nos sentamos com embaixadores de outros países e vimos que há muita predisposição para endireitar a situação. Só temos dois caminhos: olhamos para trás, e alguns ainda estão olhando para a Guerra da Tríplice Aliança, ou olhamos para frente. Nós notamos que existe toda predisposição para reparar os erros. Tínhamos que esperar as eleições. As eleições passaram e tem um bom clima. Vamos colocar todo o esforço para resolver a situação", disse.
A próxima Cúpula do Mercosul, em junho, será em Montevideú, capital uruguaia. Além dos paraguaios não terem aprovado a entrada da Venezuela, Nicolás Maduro, novo presidente do país, foi considerado "pessoa não grata" pelo Congresso do Paraguai quando era chanceler e vice de Hugo Chávez, morto em março. O Partido Colorado, de Cartes, posicionou-se contra o ingresso da Venezuela. Para reverter esta situação, dois terços dos congressistas precisam aprovar a incorporação dos venezuelanos.
Cartes recebeu felicitações dos presidentes José Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil). Com Cristina, agradeceu o fato de a Argentina ter "acolhido mais de 1 milhão de paraguaios, que encontraram lá, o que não encontraram aqui, direito de trabalhar". Com Dilma, por telefone, manifestou interesse em conhecer os programas brasileiros de combate à fome e à pobreza, ressaltando que no Paraguai existe a "equação do diabo: muita pobreza dentro de muita riqueza".
Cristina Kirchner, José Pepe Mujica e Juan Manuel Santos (Colômbia) enviaram mensagens parabenizando o presidente eleito e indicaram que o fim da suspensão do Paraguai dos blocos regionais está próximo porque o país demonstrou ter respeitado as instituições democráticas.
Com informações da Agência Brasil e Agência EFE
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/novo-presidente-do-paraguai-descarta-ida-a-cupula-do-mercosul em-junho,92fe540b9813e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

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