domingo, 27 de novembro de 2011

Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão do Pará, diz pesquisa

26/11/2011 9:56,  Por Redação, com Vermelho.org.br
Fonte: Correio do Brasil
Pará
Manifestantes fazem protesto contra divisão do Pará
Duas semanas após o início da propaganda do plebiscito em TV e rádio, a maioria dos eleitores do Pará continua rejeitando a divisão do Estado. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta , 62% dos eleitores paraenses são contra a divisão do Pará para a criação do Estado do Carajás e 61% são contra a criação do Estado do Tapajós.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada no último dia 11, houve um pequeno aumento da rejeição aos novos Estados. A oscilação, porém, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Foram entrevistados 1.015 eleitores entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 50.287/2011.
A propaganda do plebiscito na TV e no rádio ainda não foi capaz de causar alterações significativas nas intenções de voto dos eleitores paraenses. Em 11 de dezembro, eles irão às urnas decidir se querem que o Pará se separe e dê origem a mais outros dois Estados: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).
Na região do chamado Pará remanescente está a maior resistência aos novos Estados: 85% são contra o Carajás e 84% são contra o Tapajós. A aprovação à divisão caiu até mesmo entre os eleitores das regiões que querem se separar. No Carajás, 78% se dizem a favor do novo Estado, uma queda de seis pontos em relação ao último levantamento. No Tapajós, 74% são favoráveis ao novo Estado, uma oscilação negativa de três pontos.
Déficit
O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) divulgou ontem mais um estudo com as simulações possíveis em relação à divisão do Estado do Pará, com a criação dos estados de Carajás e Tapajós. Alguns dos dados apontam que os dois novos estados e mais o Pará remanescente já nasceriam deficitários.
O Pará sairia de uma realidade de superávit de R$ 277 milhões e passaria a um Pará remanescente com um déficit de R$ 778 milhões, situação idêntica aos dos novos estados, com o Tapajós apresentando um déficit R$ 964 milhões e o Carajás registraria o maior saldo negativo, estimado em R$ 1,9 bilhão.
O estudo do Idesp mostra que, no que diz respeito ao equilíbrio financeiro, estimou-se uma despesa fixa de R$ 1,4 bilhão, que independe do tamanho populacional e do Produto Interno Bruto (PIB) gerado pelo estado. De acordo com o Instituto, a proposta de divisão não é relevante como solução para os problemas regionais existentes, pois apesar da possibilidade de incrementos nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), bem como do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para alguns municípios, o saldo entre receita e despesa seria deficitário.
Ainda segundo o levantamento feito pelo Idesp, esses desequilíbrios financeiros acarretariam sérias implicações para a construção da infraestrutura desses estados, para o atendimento à população por equipamentos públicos referentes a educação, saúde, segurança, dentre outros, e para os investimentos necessários à promoção do desenvolvimento econômico e social.
Alerta
Os pesquisadores alertam, no entanto, que a inexistência de debates ou audiências prévias que apoiem ou esclareçam essa proposta dificulta a discussão de indicadores sociais, econômicos, financeiros e ambientais que sustentem o debate principal: a unidade ou divisão do Estado e o bem-estar da população.
O estudo considerou aspectos legais e científicos que permitiram a organização, a avaliação e a sistematização de informações estatísticas e cartográficas, além de simulações da despesa total, da arrecadação total, dos repasses do Fundo de Participação do Estado e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), informações que somadas subsidiam a tomada de decisão da população no plebiscito do próximo dia 11.
– Os resultados mostraram a importância de se observar algumas questões: o processo de federalização do Pará é de grande relevância, pois suas consequências são automaticamente transpostas para os novos estados, visto que historicamente os grandes planos e projetos federais cujos desdobramentos são permanentes – abertura de rodovias federais e seus desdobramentos na colonização e na política agrária (BR-010 e BR-230), o Polamazônia, o Programa Grande Carajás, a implantação da Hidrelétrica de Tucuruí, entre outros – não levaram em conta os planos e projetos de desenvolvimento local, diz a pesquisa.

Após insinuação sobre Dilma, PT pedirá a cassação de Bolsonaro

25/11/2011 13:12,  Por Redação, com Vermelho.org.br
Fonte : Correio do Brasil
Bolsonaro
O Deputado Jair Bolsonaro (foto) diz que não teme o pedido de cassação do PT em relação às ofensas que o deputado fez a presidenta Dilma Rousseff
O PT anunciou que pedirá a cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro(PP-RJ) na próxima terça-feira. Em mais uma declaração homofóbica, o parlamentar faz insinuações sobre a opção sexual da presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira o deputado usou a tribuna da Câmara Federal como palanque para sua campanha preconceituosa.
Ao comentar a intenção do Ministério da Educação (MEC) em incluir o combate à homofobia nos currículos escolares, ele disparou contra Dilma. “Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma”.
– Eu acho que ele feriu o decoro parlamentar. Ele incita ódio aos homossexuais e não segue os ritos do Parlamento. Portanto, nós vamos representá-lo no Conselho de Ética e vamos pedir a cassação dele na próxima terça-feira, informou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder do PT na Câmara.
Mais uma vez, o deputado homofóbico não vê problemas em suas declarações. Ele afirmou ao Portal Terra nesta sexta-feira que não quis ofender e que não se interessa pela opção sexual de Dilma, apenas pela exclusão do chamado kit-gay das escolas.
– Eu não tenho que pedir desculpas para a presidente. Tudo que eu falo é motivo de processo, então eu acho que tenho que ficar quieto em Brasília. Qualquer escorregada minha é motivo para processo, mas eu não vou parar de falar. O dia que eu parar de falar, não fico mais em Brasília, afirmouBolsonaro, dizendo não temer um processo de cassação.
O deputado criticou ainda a vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), que pediu ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), “providências enérgicas” contra ele, que está “sem freio de arrumação”.
– Pois que me cassem, mas tenham vergonha na cara de enterrar esse projeto do kit-gay, já que Dilma não teve coragem de enterrar, concluiu Bolsonaro. Domingos Dutra (PT-MA), que ocupava a presidência da sessão, determinou a retirada das declarações das notas taquigráficas atendendo ao pedido do deputado Marcon (PT-RS). Caberá agora a Marco Maia (PT-RS) decidir se o discurso ficará registrado nos documentos da Casa ou será retirado da história oficial da Câmara.
As preconceituosas declarações de Bolsonário passaram a fazer parte da rotina da Câmara. Quase que mensalmente, o deputado homofóbico ganha as páginas dos jornais incitando o seu ódio contra os homossexuais. Infelizmente, ao mesmo tempo que causa repúdio em muitos, o deputado usa o preconceito como estratégia para se relacionar com seus cerca de 200 mil eleitores.

Após Fukushima, 79% dos brasileiros não querem novas usinas nucleares

Atualizado em  25 de novembro, 2011 - 05:34 (Brasília) 07:34 GMT
Fonte: BBC Brasil
Usina nuclear na França, em foto de arquivo (AFP)
Levantamento em 23 países mostra crescente oposição à construção de novas usinas
A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, no Japão, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC.
Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas – Brasil incluído –, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas.
Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível.
Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.
A pesquisa, em 23 países, indica que após o acidente de Fukushima, em março, aumentou a oposição à energia nuclear, tanto em países que a promovem ativamente, como Rússia e França, como em países que ainda planejam a construção de usinas.
Em comparação com resultados de 2005, o levantamento "sugere que houve um elevado aumento na oposição à energia nuclear" em parte dos países, enquanto cresce a defesa da economia de energia e o uso de fontes renováveis em vez da energia nuclear.

Rejeição e apoio

As maiores rejeições à ampliação do uso da energia atômica são observadas na França, no Japão, no Brasil, na Alemanha, no México e na Rússia.
Em contrapartida, em países como China, Estados Unidos e Grã-Bretanha, ainda é representativa a quantidade de pessoas que consideram a energia nuclear segura – 42%, 39% e 37%, respectivamente.
"A falta de impacto que o desastre nuclear de Fukushima teve na opinião pública nos EUA e na Grã-Bretanha é digna de nota e contrasta com a crescente oposição às usinas nucleares novas na maioria dos países que acompanhamos desde 2005", declarou o presidente da empresa de pesquisas GlobeScan, Doug Miller.
"O maior impacto foi observado na Alemanha, onde a nova política do governo (de Angela) Merkel, de fechar todas as estações de energia nuclear, é apoiada por 52% dos entrevistados", disse.
A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade".
Realizado pela GlobeScan a pedido da BBC, o levantamento ouviu 23,2 mil pessoas em 23 países (12 deles já operando usinas nucleares), entre junho e setembro. A margem de erro é de 3,1 a 4,4 pontos percentuais.
Este foi o primeiro ano em que o Brasil participou da pesquisa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A luta contra o ventre da barbárie capitalista

15/11/2011 23:11,  Por Gilson Caroni Filho - do Rio de Janeiro

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Israel
As Bestas se reúnem no Oriente Médio
Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.
O roteiro, de tão açodado, não deixa qualquer espaço para dúvidas quanto aos reais interesses que movem as marionetes do teatro macabro. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contendo acusações contra o governo foi divulgado um dia antes de a imprensa inglesa anunciar que o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações iranianas. Estados Unidos e União Européia prontamente defenderam a adoção de medidas adicionais. São muitas as variáveis em jogo, mas há dados conjunturais que não podemos ignorar.
Em primeiro lugar, é preciso voltar no tempo, para entender o xadrez geopolítico no Oriente Médio. É fundamental reconhecer os motivos que levariam o governo israelense, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a jogar todo o seu peso em uma aventura bélica de alto risco. E estes motivos só podem ser encontrados na derrota dos EUA na revolução iraniana e, principalmente, na derrocada militar do seu então representante, o Iraque, frente às massas iranianas imbuídas (apesar dos desvios da direção islâmica) de uma proposta anti-imperialista. Passados tantos anos, é plausível trabalharmos com essa hipótese? A resposta é afirmativa.
Se, na época, a derrota não veio sozinha, mas sim juntamente com um ascenso dos trabalhadores na região, que passava pelo surgimento do movimento Paz Agora em Israel – primeiro movimento de massa israelense a questionar a própria essência do Estado de Israel como um “estado policial” dos EUA – o fato que atualiza o quebra-cabeças foi a bem sucedida ofensiva diplomática do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, pedindo ao Conselho de Segurança o reconhecimento de um Estado independente. Somando-se a isso a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco, as reações foram imediatas: os Estados Unidos suspenderam seu apoio financeiro à entidade. E Israel, sabotando qualquer possibilidade de paz, acelerou o processo de colonização em Jerusalém Oriental.
A perspectiva de isolamento, ainda que conte com o apoio incondicional dos principais países da União Européia, levou os ianques e seus títeres a organizarem uma aventura ousada e perigosa que, se levada a cabo, contará com o apoio do Partido Trabalhista, de “oposição”, em Israel. O alcance desta operação, com toda sorte de atrocidades que comporta, liberará forças que dividirão mais ainda a própria sociedade israelense e a comunidade judaica em geral.
Os ensaios fascistas, que se alastram perigosamente em escala mundial, precisam ser detidos e só serão evitados com o movimento de protesto de milhões de pessoas e governos progressistas, unidos com um único objetivo: banir as guerras, banir as armas de extermínio, impondo, pela força dos povos, a paz e o desarmamento. A luta contra o ventre que pariu inúmeras Bestas é cada vez mais um confronto contra a lógica capitalista.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista de Carta Maior e colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.
Fonte: Correio do Brasil

Movimento Ocupar Wall Street convoca novos protestos

15/11/2011 9:43,  Por Redação, com BBC - de Nova York, EUA


movimento
Agentes da prefeitura de Nova York jogaram água no local ocupado por manifestantes
Horas após serem expulsos pela polícia de Nova York da praça onde estavam acampados havia dois meses, manifestantes domovimento Ocupar Wall Streetconvocaram novos protestos e uma assembleia geral a ser realizada em outra parte de Manhattan. O movimento, que virou símbolo da indignação nos países ricos contra o establishment econômico e que tem adeptos em mais de 80 países, prometeu não arrefecer a sua luta após ações policiais que desfizeram acampamentos em Nova York e Oakland, Califórnia.
Líderes do movimento, também conhecido como EUA 99% – em referência aos 99% da população que vivem sob o jugo do interesse econômico do 1% mais rico da pirâmide social -, afirmam que as batidas podem expulsar fisicamente os manifestantes de seus acampamentos, mas não podem eliminar “uma ideia cuja hora chegou”.
Ocupar Wall Street se tornou um símbolo nacional e mesmo internacional. Um crescente movimento popular alterou significativamente a narrativa nacional sobre nossa economia, nossa democracia e nosso futuro”, afirmaram os porta-vozes, em nota distribuída à imprensa.
Expulsão
A ação da polícia foi registrada por webcams que transmitiram ao vivo a operação, que começou à 1 hora da manhã no horário local (4 horas no horário de Brasília). Policiais da unidade de choque bloquearam as entradas do parque e cercaram o acampamento, onde estima-se que havia 200 pessoas. Eles deram ordens aos manifestantes de “remover imediatamente toda propriedade privada” do local.
As autoridades dizem que os manifestantes podem protestar desde que não acampem na praça. A assessoria do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, instruiu o movimento a “deixar temporariamente” o parque.
“A cidade determinou que a ocupação continuada do parque Zuccotti representa uma ameaça crescente à saúde e à segurança contra incêndios”, justificou a polícia nova-iorquina. Houve pelo menos 15 prisões e, segundo os manifestantes, a polícia usou gás lacrimogêneo. Helicópteros sobrevoaram o local em apoio aos policiais no chão.
Em Oakland, na Califórnia, a polícia fez uma batida para remover outro acampamento do movimento EUA 99%. A operação terminou com a prisão de 33 pessoas. Outros 50 manifestantes foram detidos em Portland, no Estado do Oregon, e outros 30 foram presos em St. Louis, no Estado de Missouri. Também houve operações policiais em Vermont.
Movimento mundial
O movimento dos indignados, inspirado nos levantes da Primavera Árabe e nos acampamentos contra o sistema econômico na Espanha, reivindica uma distribuição mais equitativa da riqueza econômica. Os primeiros protestos do tipo começaram em maio, em Madri, quando centenas de pessoas tomaram a praça Puerta del Sol para mostrar seu descontentamento com os altos índices de desemprego da Espanha e com o que chamam de forte influência das instituições financeiras sobre as decisões políticas.
No último sábado, a exemplo do que aconteceu em meados de outubro, dezenas de milhares de pessoas engrossaram passeatas pedindo uma “iniciativa global por mudança” não apenas em Nova York, mas diversas cidades norte-americanas, europeias e asiáticas, incluindo Londres, Frankfurt, Berlim, Estocolmo, Madri, Roma, Rio de Janeiro, Sydney e Hong Kong.
O movimento diz que passeatas sob sua bandeira foram realizadas em 80 países. Houve incidentes em Roma. Na Grã-Bretanha, cerca de 2 mil participantes do movimento Ocupar Londres estão acampadas há um mês em frente à catedral de St Paul’s, um dos cartões postais londrinos e locais de maior interesse turístico na cidade.
Fonte: Correio do Brasil