Em um país com características favoráveis para produção de energia
por fontes renováveis, a mudança de um modelo baseado combustíveis
fósseis para um chamado “limpo” e “diverso”, estruturado por fontes
renováveis, como a água e a biomassa, é uma tendência. A consideração é
do secretário do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho,
que confirmou a intenção durante encontro promovido pela Federação das
Indústrias de São Paulo (Fiesp) sobre geração de energia.
- Quando nós damos prioridade ao estudo de hidreletricidade e levamos
isso para os leilões, a sociedade caminha para essa direção do fim dos
combustíveis fósseis. Quando fazemos a mesma coisa para o petróleo,
estamos levando o sistema interligado brasileiro para as áreas afastadas
do Brasil, onde se consome derivados de petróleo para produção de
energia elétrica, naquela região até 2014 vamos substituir toda geração
de energia derivado do petróleo – afirmou Ventura.
- Veremos mais adiante um cenário de diminuição da participação da
energia hidrelétrica porque nós temos uma política de diversificação da
matriz energética, entrando com outras fontes de energia, como a
biomassa e a eólica – explicou.
No decênio de 2010 a 2020, o Brasil terá uma geração de 69.200
MegaWatts – a energia vinda de hidrelétricas representará 35 mil mW, a
eólica 10.600 mW, a biomassa 12.300mW. As três fontes juntas
representarão 81,3% da energia total produzida no Brasil no período.
“Esse caminho mostra que seguimos no sentido de ampliar a
sustentabilidade”, considerou. Ele apresentou dado referente ao
petróleo, mostrando que essa matriz energética representará apenas 4.100
MW no período apresentado.
Ventura Filho afirmou, ainda, que a principal política pública do
país, no sentido de universalizar o serviço, é referente ao programa de
distribuição de energia elétrica, o Luz para Todos. Ele afirmou que a
política do governo para energia elétrica “levou luz” para 14 milhões de
brasileiros.
Fonte: Correio do Brasil

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