Por Redação, com ABr - de Brasília

Representante do Pnud diz que a legislação brasileira deve manter o espírito de promoção do desenvolvimento agrícola e ao mesmo tempo proteja esse extraordinário patrimônio natural
A declaração do coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil foi dada a menos de dois meses para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e em meio aos debates sobre o novo Código Florestal.
— O importante é compatibilizar os dois interesses. O melhor é que a legislação brasileira mantenha o espírito dos últimos anos, ou seja, promova o desenvolvimento agrícola e ao mesmo tempo proteja esse extraordinário patrimônio natural, Chediek participou hoje do 1º Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP).
Chediek elogiu o modelo de desenvolvimento do país. Ele disse que o Brasil chegará à Rio+20 como exemplo para outros países, por ter compatibilizado, em pouco tempo, crescimento econômico, melhoria das condições de vida da população, redução das desigualdades e matriz energética eficiente. “O Brasil pode mostrar para o mundo que é possível fazer desenvolvimento humano sustentável e que não é só um conceito teórico, mas que pode ser implementado”.
Apesar das avaliações positivas, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, lembrou que o país ainda tem que enfrentar desafios mais complexos, como erradicar o “núcleo duro da pobreza”. A ministra lembrou, durante o encontro dos prefeitos, que existem 16 milhões de brasileiros que ainda vivem na miséria.
— É difícil chegar até essas pessoas, mas depende do Estado que essa população saia da pobreza, passando a ser beneficiada pelas políticas públicas, como o Bolsa Família, disse a ministra ao pedir empenho dos prefeitos na identificação dessa população.
Tereza Campello também falou sobre a fatia da população que deixou a extrema pobreza brasileira e poderia ser incluída em um programa que o governo Federal mantém há mais de um ano.
Tereza Campello explicou que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem uma linha voltada para essa população, com 1 milhão de vagas disponíveis.
— Estamos pagando estas vagas e os municípios são os atores que vão nos ajudar a fazer essa mobilização. Muitos são adultos e poderiam estar fazendo essa qualificação profissional e com isso melhorar sua inserção no mercado, ter melhor emprego e renda.
Fonte: Correio do Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário